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05 novembro, 2006

Estratégia no Debate


Nos últimos meses observamos e participamos do processo eleitoral. A cada dois anos somos inquiridos a expressar nossa opinião sobre os candidatos que disputam a maioria dos eleitores. Ponto máximo dessa disputa é o debate, parte de uma estratégia que é criada muito antes do evento.
Como em uma batalha, no debate o tabuleiro é definido, as peças são posicionadas, os movimentos são escolhidos. Tal como no xadrez as peças, metaforicamente comparáveis às questões, tem valores maiores e menores, bem como movimentos maiores e menores. O resultado disso se vê ao longo do evento, onde o cenário se desenrola na frente de olhares esperançosos, questionadores e desmotivados.
Movimenta-se um peão, desloca-se um cavalo, as questões são colocadas desafiando o jogador a mais uma resposta. Em um primeiro momento, parece um teste para avaliar quem está mais bem treinado para responder as questões mais polêmicas, mais pertinentes e da forma que os espectadores compreendam ou sejam surpreendidos. Blefa-se também. Fingem-se ataques, oferecem-se pontos para ser atingido e explorar vulnerabilidades no oponente.
Porém é importante compreender a estratégia dos jogadores. Nenhum movimento é feito sem a visualização de seu impacto no jogo. As respostas não são feitas para atender a questão, mas para se posicionar diante do adversário e influenciar o cenário para prejudicá-lo. Desequilibra-lo e expor o seu recurso mais valioso.
Porém, a vitória no discurso não define a vitória na platéia. Por trás dela existem valores, crenças e significados. A compreensão da derrota dificilmente acontece da mesma maneira, e a argumentação da opressão pode influenciar mais do que a análise racional da proposta.

Um comentário:

Marcos Krucken disse...

A reeleição do Lula demonstra a força do militantismo petista e a proximidade do diálogo com seus eleitores enquanto o PSDB se revela um partido dividido e distante do público.